23/05/2009

Internet: aliada ou inimiga??

Mais uma vez o grupo inglês Coldplay se alia a Internet e lança o album LeftRightLeftRightLeft; em apenas três dias, o grupo conta via Twitter que o número de downloads já ultrapassou os 3,5 milhões.  

As faixas, que também podem ser encontradas no site oficial da banda, foram gravadas ao vivo durante a trurnê mundial Viva La Vida. Os artistas afirmam ser uma forma de agradecer e presentear os fãs que, mesmo em tempos de crise, não deixaram de comprar seus discos; Em janeiro, quando o CD havia sido lançado fisicamente, ocupou o topo das paradas britãnicas.  

A tática de conciliar arte e Internet vem sendo cada vez mais explorada. Em outubro do ano passado, In Rainbows do Radiohead foi lançado na rede com músicas inéditas e o público escolhia quanto queria pagar pelo download, podendo inclusive, não pagar nada.

Já diziam por aí: se você não pode vencer o inimigo…junte-se a ele!!!

06/05/2009

Abaixo a democracia!!!

Sem qualquer previsão do fim da briga entre Internet e gravadoras, baixamos tranquilamente nossas músicas preferidas no LimeWire, assistimos aos clips no YouTube, fazemos manifestações em prol do PirateBay…enfim, aproveitamos o que há de melhor nessa confusão toda da melhor forma: de graça!!!

            Como viemos mostrando nos posts anteriores, por permitir todo tipo de criação e divulgação, muitos artistas tem aproveitado essa maravilhosa ferramenta para se lançarem e, quem sabe, caírem na graça do povo, da mídia, de uma gravadora ou de sei lá quem eles querem.

            Problema para nós, reles internautas a procura de uma mera distração: a Internet permite TODO tipo de criação e divulgação!!! Não existe qualquer critério de seleção, teste de qualidade ou controle de publicação, o que muitas vezes torna o tão prazeroso e harmonioso deleite musical gratuito uma verdadeira tortura!!!!

            O problema começa de forma discreta, com vídeo-clips substituídos pela foto do ser amado e a música procurada no YouTube de fundo. O estágio número dois é aquele em que a história do casal torna-se pública : fotos deles ainda bebês, o começo do namoro, eles na praia, na cachoeira, no carro, no espelho, uma flor, um passarinho, um avião, as estrelas, uma onça… Sim! Todos são SUPER originais e fazem muito sentido!!

            Mas aí entram os verdadeiros modernos românticos que fazem serenatas virtuais!! É uma coisa tocante… Aliás, se os namoros não terminam depois de tamanha declaração, o amor não só é cego, como surdo!! 

            Confesso que tem muita coisa engraçada por aí, como o vídeo em que um gordinho e um loiro dublam as Spice Girls , o que os dois chineses dublam (com muita emoção!) os Backstreet Boys , e a Hangover Song , que eu ainda acho que vai fazer sucesso mundial!!

            Outro vídeo muito bom no YouTube é esse da Viral Vídeo Film School , com observações e críticas mais que válidas. Quem sabe não conseguimos fazer um movimento para que esse cara coloque ordem no cyber-espaço e acabe com essa liberdade total de qualquer um publicar o que quiser?!

            Espalhem essa ideia, obriguem quem se opuser a assistir vídeos apaixonados e de altíssima qualidade até que eles enlouqueçam e nos apóiem nessa causa pelo bem mundial.

23/04/2009

Lugar de mulher NÃO é na cozinha

Parece que a banda norueguesa Hurra Torpedo veio pra quebrar essa (e muitas outras) tradições… Trata-se de três marmanjos que tocam e lotam as casas e clubes locais desde 1993 e agora, graças ao maravilhoso advento da Internet, sua versão comovente de Total Eclipse of the Heart é conhecida em todo o mundo (palavras deles).

O segredo para tanta popularidade?? Muito senso de humor, atitude e…. Eletrodomésticos na percussão!!! Usam tudo, desde geladeira e fogão à panela e batedeira, passando por microondas e talheres. Aliás, os caras já se declararam a maior banda rock de cozinha do mundo!!! Um toque aos saudosistas desavisados: banda de garagem é coisa do passado… Os hits dos caras ainda incluem covers de All the Things (S)He Said da dupla russa t.A.T.u.  e Toxic da Britney Spears.

Se a qualidade musical deixa a desejar, a criatividade, a performance e o senso de humor com certeza compensam. Hurra!!!

03/04/2009

Mudando de assunto…

O leitor que me desculpe, mas como aspirante a jornalista (e agora blogueira!), preciso desviar um pouco o assunto e postar essa charge de David Horsey, ilustrador do Seattle Post-Intelligencer:

 

charge-blog-x-jorn1

Como leitor e provável escritor de blog, qual sua opinião sobre o tema? O blog está aos poucos substituindo o tradicional jornal impresso?

Comente!!!!

25/03/2009

Guitar Hero de gente grande

Este post será voltado para guitarristas que buscam novas tecnologias. Vocês sabiam que existe uma guitarra digital? Pois é.

 

Uma das mais famosas marcas de guitarra do mundo, a Gibson, lançou em 2007 a HD 6X-Pro Guitar System, também conhecida como HD Les Paul. O nome Les Paul vem do guitarrista Lester William Polfus, designer desse modelo que se tornou uma das guitarras mais utilizadas do mundo.

HD Les Paul

A novidade é um marco na história do instrumento, pois é a primeira guitarra inteiramente digital já produzida. A Gibson HD 6X-Pro Guitar System, ou Gibson HD Les Paul, possui todas as características que tornaram essa guitarra popular: além do visual, da pegada e do som, que continuam intactos, sua parte eletrônica também foi mantida – dois captadores magnéticos, dois controles de volume, dois botões de tonalidade e uma saída mono convencionais.

 

Assim, o músico pode ignorar as ferramentas adicionais e usá-la como uma guitarra normal. Possibilidade esta indispensável, pois contorna problemas como o fim de uma bateria ou um cabo específico, bastando plugá-la na saída mono e continuar tocando.

 

O cabo que transmite a informação para o amplificador ou para o computador é o da rede Cat5, ao invés do cabo tradicional. Essa tecnologia, chamada pela Gibson de MaGIC, permite a transferência dos dados de cada corda individualmente juntamente com um sinal de microfone e um sinal com as seis cordas juntas (sinal normal). 

Isso acontece dentro da Breakout Box, apelidada de “bob”, uma caixinha que converte o sinal digital da guitarra em analógico e pode mandar cordas diferentes ou combinações de cordas para diferentes amplificadores.

Também é possível conectar a guitarra diretamente no computador e gravar o sinal digital, necessitando apenas do software que já vem com o instrumento. O preço da guitarra está em US$ 4 mil, nos EUA, sendo que 100 modelos foram assinadas pelo próprio Les Paul, e custam US$ 8 mil.

Vídeo promocional da guitarra

24/03/2009

YouTube Symphony Orchestra

Mais uma possibilidade musical explorada pela Internet. Desta vez, no processo de criação sob o slogan Play your part in music history!

 

O YouTube montou sua própria (e tecnológica!) orquestra. Músicos profissionais e amadores de todas as idades e nacionalidades puderam enviar para o YouTube Symphony Orchestra  um vídeo em que estivessem tocando a peça escrita especialmente para a ocasião pelo chinês Tan Dun. Nada mais lógico do que nomeá-la Internet Symphony No. 1, Eroica.

 

Os finalistas foram selecionados por renomados maestros de todo o mundo e, de 14 a 22 de Fevereiro, os internautas votaram em seu instrumentista favorito.

 

Os vencedores foram anunciados em dois de março e convidados a viajar para Nova York em abril e participar da apresentação da YouTube Symphony Orchestra no Carnegie Hall sob a regência de Michael Tilson Thomas.

 

Dos 23.506 inscritos, apenas 90 foram selecionados, incluindo duas brasileiras: a violoncelista Larissa Mattos  e a violinista Irina KodinSerá lançado em breve um vídeo editado a partir dos enviados pelos vencedores, em que todos os instrumentos serão combinados, formando uma espécie de orquestra virtual.

 

“Esta é a primeira colaboração online deste tipo”, disse Timothy Lee, gerente de marketing do Google.

 

Para quem estranhou a combinação orquestra – Internet, Michael Tilson Thomas diz que há muita música clássica de excelente qualidade e extrema relevância no YouTube, o que tornou o site a primeira fonte de consulta de diversos musicistas em todo o mundo.

 

Os ingressos estão sendo vendidos online e custam de U$25 a U$50.

18/03/2009

Afinal, somos criminosos?

Que atire a primeira pedra quem nunca baixou ao menos uma música da Internet sem respeitar os direitos autorais. Seja no (extinto) Napster, LimeWire, The Pirate Bay…são muitas as plataformas de compartilhamento, e inevitáveis as discussões ética e jurídica que as circundam.

A grande discussão atualmente gira em torno do The Pirate Bay, o auto-intitulado “maior tracker BitTorrent do mundo”, com cerca de 25 milhões de pessoas conectadas simultaneamente. Para quem não sabe, um arquivo .torrent, em conjunto com um cliente BitTorrent, proporciona ao cliente as informações necessárias para se copiar um arquivo ou conjunto de arquivos de outras pessoas que estão copiando ou compartilhando o mesmo arquivo.

Enfim: o cenário é aquele já vivido pelo Napster e outros trackers, onde as leis não são claras o suficiente e não se adequam à Internet e suas conseqüências. Mais uma vez, grandes empresas de mídia como Warner Bros, MGM, 20th Century Fox, Sony BMG, entre outras processam o Pirate Bay por “promover infrações contra leis de direitos autorais realizadas por terceiros”.  

O julgamento, realizado no mês passado, seguiu o exemplo cyber dos réus e teve seu áudio transmitido ao vivo na Internet, além de comentários postados em tempo real por um dos fundadores do Pirate Bay.

A repercussão, é claro, foi mundial, e em grande maioria a favor do tracker. Houve ação de hackers (criticada pelos réus), protestos locais e também virtuais. Dentre eles, destaca-se o liderado pelo membro do partido socialista norueguês, em que uma página da Internet diz This is what a criminal looks like (É assim que um criminoso se parece), e ao lado são mostradas fotos de usuários, que são convidados a enviá-las, como uma espécie de abaixo-assinado. No momento, constam 3130 retratos.  

Outras manifestações bastante criativas circulam pela Internet, como o site criado por uma parceria do próprio The Pirate Bay com o Pyratbyran, com vídeos, protestos, entrevistas e notícias. Além disso, Jamie King, diretor da série de documentários Steal This Film sobre a cultura livre e a partilha de ficheiros, pretende entrevistar as pessoas que comparecerem às audiências e disponibilizar o resultado final via BitTorrent.   

Tanta polêmica me faz pensar: seria a Internet um dos meios atuais mais importantes e democráticos de troca de informação e cultura? E seria possível um ajuste da legislação e do mercado a este novo comportamento da sociedade?

 

Comentem!!!

12/03/2009

Música Portátil

Quem não adora andar por aí ouvindo suas músicas favoritas? Hoje podemos carregas milhares de músicas em um aparelho menor do que a palma de nossa mão. Quem se lembra dos antigos walkmans, aqueles que comportavam apenas fita cassete? Eles foram os aparelhos pioneiros no que se trata de música portátil. Eram grandes, pesados, geralmente pretos, funcionavam a pilhas e tocavam além das fitas, rádio. O nome Walkman foi patenteado pela Sony, primeira produtora destes aparelhos, criados em 1979. A revolução dos walkmans não foi só a portabilidade da música; a grande novidade dizia respeito também ao fato de uma pessoa poder ouvir sua música sem incomodar as demais a sua volta.

Em 1984, a Sony mais uma vez saiu na frente. Dessa vez, o novo produto consistia em um leitor de CDs Portátil. O Discman também era grande e pesado, e logo começou a mostrar seus pontos fracos: além do usuário precisar carregar os CDs (assim como as cassetes, não tão pequenos e fáceis de serem levados) o consumo de pilhas era enorme. O preço também não atraía o consumidor.

Em seguida, o tocador lançado no mercado, mais uma vez pela Sony, não foi dos mais difundidos, exceto na Ásia. Eram os chamados MDs, abreviação de MiniDisc. Os aparelhos eram um pouco menores do que um walkman, e seus discos, bem pequenos, podiam armazenar qualquer tipo de dados. O maior atrativo foi o espaço bem maior para gravar as músicas, e a facilidade de o consumidor poder escolher o que gravar nos discos.

A verdadeira revolução de tocadores de música portátil veio mesmo em 1998, com os MP3 players. Sua fama veio à tona com os Ipods, da Mac, que se popularizou primeiramente nos EUA em 2001, e logo virou febre no mundo todo. Esses aparelhos reuniam inúmeras novidades. Foram criados infinitos modelos, de tamanhos, cores e funções diferentes. Pela primeira vez, os aparelhos ficaram realmente pequenos. Existem mp3 players com memórias diferentes, podendo armazenar de centenas a milhares de músicas. As músicas são colocadas no aparelho pelo computador, e não há necessidade de carregar nenhum disco. Logo começaram a surgir os MP4, MP5 e assim por diante, que além de carregarem dados (assim como os MP3), podem exibi-los; tornando-se assim aparelhos de fotos e vídeos também.

A intimidade com esses aparelhos hoje é tão grande que seria difícil nos imaginar sem eles. É parte da tecnologia inserida no nosso dia-a-dia. Agora fica a pergunta: como será a nova geração de aparelhos de música portátil?

11/03/2009

Música Virtual 2

Seguindo a linha do post “Música Virtual”, onde comentei sobre novos talentos adquirindo notoriedade através do Myspace, falarei sobre outra plataforma que se tornou um sucesso mundial e também ajudou a promover músicos novos. O Youtube.

 

O já conhecido site de vídeos da internet, onde qualquer pessoa em qualquer lugar do mundo pode divulgar seu vídeo, seja algo caseiro ou até algo bem produzido. Bom, os músicos de plantão não perderam tempo, ligaram suas câmeras, pegaram o violão e começaram a gravar pequenos vídeos onde mostram seus talentos. É uma forma muito interessante de promoção, pois não se depende de ninguém e com certeza é divertido para o “consumidor” procurar por novos talentos.

 

Há casos de sucesso no Youtube. Pessoas que após inúmeros vídeos postados tiveram sua qualidade comprovada com contratos de gravadoras ou pessoas de renome produzindo-as. Para exemplificar esses dois casos e deixar como sugestões, aqui estão duas cantoras que conseguiram subir os degraus da fama após essa autopromoção no Youtube: 

 

Esmee Denters, descoberta no Youtube por Justin Timberlake  

 

 

 

Marie Digby, americana que se tornou famosa com seus covers de grandes artistas 

 

 

 

Se você gostou, pode acompanhar mais do trabalho das garotas em www.esmeeworld.com e www.myspace.com/mariedigby

05/03/2009

Hi Tech!!!

       Nada mais sugestivo do que falar de tecnologia em uma mídia tecnológica, certo? Prepare-se então para uma série de bandas que só foram formadas e divulgadas graças aos adventos dos últimos anos.

       Encontramos na rede três links surpreendentes, inovadores e claro: tecnológicos!

 

        The Guitar Zeros  é uma banda de São Francisco, EUA, formada por quatro jovens dos quais um toca bateria, um canta e os outros dois jogam vídeo-game. Explico: Sabe aquele jogo do Playstation, o Guitar Hero, em que o controle (também tecnológico) tem o formato de instrumentos musicais e mesmo o mais leigo dos não-músicos pode tocar os grandes clássicos do rock? Então… Nessa banda que mistura art-punk, new wave e glam-metal, a guitarra e o baixo foram substituídos por estes controles.

        Aliás, a banda defende que guitarra e baixo tradicionais são coisa do passado… Se o grupo é bom em causar polêmica, parece ser melhor ainda em chamar atenção e provavelmente agradar o público já que o faturamento desses garotos já passou dos U$2 bilhões.

       

        Outro que aposta nos vídeo-games para fazer música é o nova-iorquino DJ Mark E. Moon . Com a diferença que o console utilizado é o também popular (e tecnológico!) Nintendo Wii. Seu link do MySpace traz algumas de suas tracks, incluindo um remix do Pearl Jam.

 

        Coisa de americano essas bizarrices musicais? Aí que você se engana. A onda de usar instrumentos alternativos (e mais uma vez: tecnológicos!) parece estar contagiando diversos lugares do mundo, como mostra a austríaca iBand . A página do MySpace parece ser só uma divulgação do site propriamente dito já que não é muito atualizada.

        Trata-se de uma banda formada por três jovens universitários que misturam instrumentos tradicionais como guitarra, violão, piano, bateria, baixo e xilofone com os tecnológicos players iPod e iTouch, que aqui acabam virando instrumentos.

        Como resultado, músicas mellow, com uma deliciosa voz feminina que transmite aquela sensação de “a vida é bela”. Destaque para o vídeo de Life is Greater than the Internet , que mostra a banda em atuação. Comentários sobre a ironia do título da música vindo de uma banda que usa instrumentos inovadores e se promove pela Internet serão poupados…